5 formas de desenvolver times auto-organizáveis em sua empresa
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Cada vez mais empresas estão investindo em profissionais capazes de assumir responsabilidades pelos resultados, motivar os colegas de trabalho e enxergar como o desenvolvimento do negócio influencia em suas vidas — tanto a pessoal quanto a profissional.

Porém, encontrar pessoas com esse perfil não é uma tarefa fácil, ou talvez você tenha algumas em sua empresa e não tenha identificado. Neste texto, você vai descobrir como reconhecer esse tipo de colaborador e motivá-lo para montar times auto-organizáveis. Confira!

O que são times auto-organizáveis?

Times auto-organizáveis são grupos de profissionais que trabalham em equipe, de forma cooperativa, e que têm autonomia e confiança suficiente para decidirem a melhor forma de realizar seus trabalhos.

Tudo isso sem a necessidade de supervisão ou de alguém para lhes dizer o que fazer. São independentes e, quando se deparam com algum problema, unem-se para encontrar as melhores soluções.

Quais são as vantagens de desenvolver times auto-organizáveis?

Além de contribuírem diretamente para o crescimento do negócio, conheça mais algumas das principais vantagens em montar equipes auto-organizáveis na empresa:

Promove uma relação mais cooperativa entre os setores

Se você conseguir unir profissionais com esse perfil de cada setor da empresa, poderá construir uma integração departamental, criando alinhamento entre os objetivos corporativos. Assim, gargalos são neutralizados e os processos ganham mais agilidade e fluidez em toda a companhia, o que impulsiona a produtividade e a geração de melhores resultados.

Otimiza os processos operacionais e gerenciais

Como o compartilhamento de informações e a cooperação são os pontos altos das equipes auto-organizáveis, os conflitos são substituídos por soluções multidirecionais. O uso de recursos, tecnologias e metodologias passam a ser questionados com frequência e a empresa começa a acelerar o processo de evolução.

Aumenta o comprometimento

A competição saudável gerada entre os profissionais integrantes da equipe aumenta o comprometimento pelo alcance dos objetivos. Muitos devem buscar, constantemente, soluções de melhorias por conta própria e estimular que todos façam o mesmo, aumentando o nível de profissionalismo individual e coletivo.

Quais são as melhores formas de incentivar o desenvolvimento de equipes auto-organizáveis?

Mesmo tendo profissionais com perfis de liderança e autonomia, desenvolver equipes auto-organizáveis pode ser difícil, principalmente no início. Por isso, listamos 5 dicas para ajudar você com a estratégia. Acompanhe!

1. Implemente a metodologia Scrum

Como a maioria dos desenvolvedores tem uma visão muito limitada do projeto em que estão trabalhando, a metodologia Scrum é capaz de expandir esse campo de percepção, permitindo a visualização da totalidade. Todo o passo a passo é descoberto, e eles passam a enxergar onde e como se encaixam no projeto, bem como as responsabilidades que têm nele.

Tendo uma visão sistêmica e o entendimento de como são importantes para o projeto, os profissionais são instigados a serem autogerenciáveis. Então, siga a metodologia Scrum à risca e envolva a equipe em todas as etapas de desenvolvimento, desde a concepção do projeto até a entrega do produto finalizado.

2. Realize reuniões diárias (daily Scrum)

As reuniões diárias representam um ótimo meio de avaliar desempenhos, mas também devem ser utilizadas para apontar desalinhamentos. Se algum profissional fugir ao que foi planejado, deve ser questionado para buscar entender a situação e corrigi-la o quanto antes. Assim, é possível reorganizar as tarefas da equipe e recolocar o projeto dentro dos prazos estabelecidos, mesmo que seja necessário reajustar o cronograma.

3. Engaje os colaboradores com o negócio

O desenvolvimento ágil é um processo incremental, mas gera padrões de trabalho. Para que os profissionais se sintam parte da equipe e mantenham os níveis de motivação altos, devem ganhar liberdade e estímulos para dar opiniões, apresentar dificuldades e encontrar soluções juntos.

Isso fará com que se sintam valorizados e assumam maiores compromissos. O resultado é a formação de uma equipe de alta performance e com bom nível de maturidade profissional.

4. Faça um rodízio de funções na equipe

Se os profissionais passarem por todas as funções, terão uma visão ampliada das operações e entenderão a importância do trabalho integrado e colaborativo. Assim, passam a se sentir mais responsáveis e, consequentemente, auto-organizáveis.

5. Monte uma equipe diversificada

Procure montar uma equipe com profissionais de vários perfis. Por exemplo, um colaborador que tenha baixa capacitação, mas grande interesse em aprender e com perfil de liderança, pode despertar nos outros, que têm uma posição mais confortável, uma vontade de aprendizado maior.

O mais importante é selecionar pessoas que realmente queiram participar do projeto e que escolham fazer parte dele. Assim, eles se envolverão mais com a ideia e com o propósito do trabalho.

Qual é o perfil de uma pessoa auto-organizável?

Uma pessoa com perfil auto-organizável consegue equilibrar capacidade técnica com habilidades relacionais, como boa comunicação, empatia, saber escutar e se posicionar bem diante de problemas, respeitando sempre o espaço do outro. Para muitas empresas, a capacidade em se adequar ao desenvolvimento ágil tem um peso maior de relevância (70%). O restante (30% da relevância) fica dividido entre os conhecimentos, habilidades e experiências que o profissional tem.

Ou seja, se um profissional é muito bom tecnicamente, mas não se engaja facilmente com a equipe e com a ideia do projeto, o melhor é não contar com ele — é preferível que a situação seja inversa para integrá-lo ao time. No entanto, um profissional com alto nível técnico ajudará na formação dessas pessoas, servindo como multiplicador de talentos.

Qual é o papel da liderança na formação desse tipo de equipe?

Os gestores de projetos, também conhecidos como Scrum Master e Product Owner, precisam confiar em seus profissionais para receberem o mesmo de volta. Também é importante dar e receber feedbacks constantes para que as atividades operacionais e gerenciais evoluam juntas.

O Scrum Master é quem dá direcionamento à equipe, ajudando os profissionais a realizarem suas tarefas. Ele coordena as reuniões, oferece apoio operacional e dá foco ao trabalho. Como os desenvolvedores de software costumam ter um perfil introspectivo, ele deve investir na comunicação para motivá-los e, assim, melhorar a fluidez dos processos.

Outra dica é deixar as reuniões interessantes, como um evento social agradável, que fomente a interação entre os profissionais, independentemente do perfil que tenham. Considerando que o Scrum é sobre comunicação, quanto mais a equipe se comunicar bem, maiores serão os resultados produzidos.

O Gerente de Produto, por outro lado, intermedeia os interesses do cliente com as ações executadas pela equipe. É ele quem define o que deve ser feito, com base no que o cliente deseja. Então, ele deve ser detalhista na explicação do que será desenvolvido a fim de evitar equívocos e frustrações para ambos os lados.

No geral, se a equipe Scrum estiver bem organizada, a motivação será uma consequência. Como a própria metodologia já é motivadora por manter a equipe bastante próxima, ficará mais fácil montar times auto-organizáveis. Apenas lembre-se de que é importante contar com as pessoas certas, que se adéquem bem a esse tipo de metodologia para suprir as necessidades do projeto.

Gostou das dicas? Aproveite para descobrir também o que fazer para manter a inovação contínua nas empresas!