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Os frameworks representam uma das ferramentas mais importantes para os desenvolvedores de aplicações. Eles ajudam a encapsular as funcionalidades de alto nível com maior agilidade e eficiência, economizando grande parte do tempo no trabalho. Mas você sabe quais são os principais frameworks existentes?

Abaixo, listamos os mais importantes, baseados na aceitação e utilização pelos profissionais. Confira!

1. Springboot

O Springboot é a evolução do framework Spring. Apesar de existir há um bom tempo e ser famoso entre os desenvolvedores, sua evolução o deixou um pouco complexo. Agora, para definir um sistema, em vez de você escrever diversos mini arquivos em XML no projeto, deve atuar diretamente nas anotações realizadas dentro do código-fonte.

Trata-se de um framework MVC (Model-View-Controller). Esse modelo de arquitetura tem por objetivo separar as representações das informações do usuário quando interagir com elas. Para quem vai desenvolver um JavaScript com essa arquitetura, por exemplo, terá uma boa ferramenta em mãos, pois oferece uma ampla gama de funcionalidades CRUD (Create, Read, Update, Delete).

As vantagens do Springboot são que ele já define uma série de convenções de desenvolvimento e todos conhecem bem como os objetos são nomeados e organizados na arquitetura.

É mais utilizado na parte de back-end de linguagens em JavaScript e indicado para quem vai desenvolver um sistema web do tipo REST (Representational State Transfer), que visa disponibilizar aos usuários informações armazenadas no seu banco de dados ou back-end para facilitar a criação de aplicações direcionadas a qualquer tipo de dispositivo (web ou mobile).

2. Bootstrap

O Bootstrap é um framework mais direcionado para o aspecto visual das aplicações. Ele tem o poder de encapsular diversas funcionalidades de CSS (Cascading Style Sheets) que, juntas, vão contribuir para a criação de uma página bonita e com funcionalidades padronizadas. Como tem um apelo visual forte, torna-se intuitivo, deixando qualquer desenvolvedor a vontade e seguro no processo de criação.

É mais indicado para trabalhos no HTML5 e que visam agregar responsividade às interfaces, deixando as páginas adaptáveis a qualquer tamanho de tela de dispositivo. Tudo isso sem comprometer as funcionalidades, a estrutura e o layout do aplicativo.

Ou seja, a mesma coisa vista ou feita em um celular pode ser retransmitida em um tablet, computador ou monitor de TV. Você define as regras na sua interface e ela vai saber se adaptar automaticamente a esses tamanhos diferentes.

3. Cordova

O Cordova tem como objetivo simplificar e padronizar o desenvolvimento de aplicações híbridas para mobile. Como os códigos nativos de iOS e Android são bem diferentes, o framework atua compilando e traduzindo uma linguagem de HTML5, por exemplo, para a linguagem do sistema operacional utilizado no celular. Assim, a sua aplicação pode funcionar da mesma forma em qualquer dispositivo.

Por exemplo: se você desejar criar uma aplicação que seja híbrida e rode em diversos celulares, usar o framework open source do Cordova será uma alternativa eficiente, já que ele é exclusivo para criações do tipo mobile.

Para facilitar ainda mais, no site do Cordova é possível encontrar bibliotecas de códigos prontos. Afinal, apesar das particularidades de cada marca e modelo de dispositivo, existem funcionalidades padrões e comuns entre eles, o que torna o acesso da mesma forma em diversos aparelhos.

Funções como ligar a câmera e acionar o GPS, por exemplo, costumam ter códigos semelhantes entre os dispositivos e a ativação desses recursos acaba sendo igual para todos. Quando houver códigos em comum entre os aparelhos, o Cordova mostrará em sua biblioteca, permitindo o seu uso.

Entre as principais vantagens, o Cordova se destaca por impulsionar a produtividade, uma vez que apenas uma estrutura de códigos para múltiplas plataformas pode ser criada a partir de um bloco de notas. Tudo sem a necessidade de profissionais especializados e hardwares para cada plataforma. Além disso, gera aplicativos aptos para serem publicados nas Apps Stores.

4. Angular

Diferentemente dos frameworks discutidos anteriormente, o Angular é utilizado especialmente para fazer a ligação entre o front-end e o back-end em web e desktop. Ele permite a criação de um modelo de aplicação baseado em Single Page Application (aplicação de página única) representado pela sigla SPA.

Nesse modelo de aplicação, o desenvolvedor traz para o browser uma imagem, como se fosse uma visão do back-end, onde o usuário vai trabalhar. O angular faz com que a página trabalhe de forma automática, com um modelo próprio definido. Geralmente, esse framework é mais utilizado para projetos em HTML5.

5. React

O React é uma biblioteca de JavaScript muito utilizada pelos desenvolvedores para criar interfaces de usuário. Isso corresponde a visualizar as páginas no padrão Model-View-Controller (MVC) e ser usado em combinação com outras bibliotecas de JavaScript ou frameworks no MVC, como o Angular.

Ele permite criar aplicações de grande porte para diversas finalidades na web, tendo flexibilidade para mudar ao longo do tempo com facilidade. Destina-se principalmente a entregar velocidade, simplicidade e escalabilidade à produção de aplicações.

6. Ionic

O Ionic é um framework completo (SDK — Software Development Kits) de código aberto utilizado principalmente para o desenvolvimento de aplicativos móveis híbridos. Ele fornece ferramentas e recursos de desenvolvimento baseados em tecnologias da Web, como CSS, HTML5 e Sass.

Seu diferencial é a ferramenta de construção de interface que é estruturada no modo de arrastar e soltar, tornando o trabalho muito mais intuitivo. Depois de prontas, as aplicações podem ser distribuídas por Apps Stores de aplicativos nativos para serem baixados e instalados em qualquer dispositivo.

7. Material Design

Em 2014, o Google lançou um framework chamado Material Design. Trata-se de uma evolução feita em cima do Bootstrap para apresentar um visual padrão do Google, ficando mais limpo e organizado.

Para quem já está acostumado a trabalhar com o Gmail e Google Drive, por exemplo, se identificará facilmente com o framework, o que pode agradar muitos desenvolvedores. O objetivo do Material Design é tornar a página mais limpa e fácil de ser compreendida no browser.

Todos esses frameworks podem ser necessários em cada diferente etapa do desenvolvimento da aplicação, tornando difícil gerenciar o trabalho e aumentando o tempo total de produção. Talvez você não saiba, mas existe uma ferramenta de orquestração para os frameworks utilizados, o que pode melhorar os níveis de produtividade.

Com isso, você não precisa nem conhecer cada framework em particular, pois tem tudo o que necessita para criar aplicações em apenas um ambiente, sem se preocupar em alternar entre as opções manualmente. Se algo melhor e mais produtivo surgir no mercado, o provedor da ferramenta se encarrega de atualizar, adicionar ou substituir o framework para garantir sempre a qualidade da produtividade na plataforma.

Se tudo isso fosse feito por conta própria, você teria que analisar a necessidade de troca sozinho e gastar um bom dinheiro com atualizações mediante a defasagem com o tempo.

Agora que você conhece os principais frameworks utilizados no desenvolvimento de aplicações, adote uma ferramenta de orquestração para eles e entregue produtos melhores e mais rápidos aos seus clientes.

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