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Entenda as diferenças entre o desenvolvimento ágil e em cascata

Equipe Cronapp

13/02/2018

Desenvolvimento ágil e em cascata: entenda a diferença

O que você prefere: usar uma metodologia de desenvolvimento ágil ou de desenvolvimento em cascata? Ao longo dos últimos anos, esses dois modelos de criação de sistemas estão mudando a forma como as empresas definem estratégias. Cada um tem os seus pontos-chaves, e saber escolher o ideal é fundamental para que o negócio atinja os objetivos esperados.

Quer saber quais são as bases do modelo ágil e do método em cascata? Então, continue lendo este post!

Quais são os princípios do desenvolvimento ágil?

As metodologias de desenvolvimento ágil foram criadas diante da necessidade de flexibilizar as rotinas de criação de softwares e dar mais agilidade para os times se adaptarem a qualquer tipo de mudança. Em geral, elas são mais maleáveis e têm as bases para que as equipes possam entregar resultados rapidamente. Ao contrário dos métodos tradicionais, por exemplo, não há a necessidade de apresentar todos os recursos para efetuar uma alteração.

No ciclo ágil, em geral, cada etapa tem uma duração curta. Como o gerente de produto tem uma visão abrangente sobre todos os aspectos do programa, pequenas mudanças podem ser feitas facilmente. Além disso, a priorização de etapas é mais simples: caso exista a necessidade de criar rapidamente uma função, basta alocar um time pequeno para executar tal tarefa. Em geral, as metodologias ágeis funcionam a partir de quatro princípios:

Os ciclos de desenvolvimento mais curtos são uma das maiores vantagens da metodologia ágil. Eles permitem que a empresa mantenha um contato maior com o cliente e faça mudanças sempre que for necessário. Em um intervalo menor, resultados são apresentados e, a partir do feedback obtido, correções são feitas. Como consequência, as chances de o negócio conseguir sucesso com a iniciativa são muito maiores.

Quais são os princípios do desenvolvimento em cascata?

O modelo de desenvolvimento de software em cascata é mais antigo e estabelecido do que as metodologias de desenvolvimento ágil. Em poucas palavras, ele envolve a criação de ferramentas a partir de etapas bem definidas, como análise, projeto, teste, codificação e manutenção. Ele é conhecido por ter uma estrutura mais engessada, com poucas aberturas para mudanças no meio do caminho.

Esse modelo está perdendo lugar para as metodologias ágeis, por serem elas consideradas mais flexíveis e rápidas. No modelo de cascata, há menos comunicação com o cliente, por exemplo. A comunicação ocorre sempre ao final de cada etapa que, em função da maneira como ela é estruturada, tende a ser mais longa do que em metodologias ágeis. Em outras palavras, o cliente só vê o resultado no final.

Diante disso, o modelo em cascata exige que a empresa faça uma análise completa dos requisitos antes de cada etapa. Assim, é possível evitar riscos e garantir a entrega de um produto de acordo com as necessidades do cliente. As principais vantagens são:

Porém, ao longo dos últimos anos esse modelo tem apresentado alguns problemas quando comparado com os modelos ágeis. O principal está na necessidade do cliente definir todos os objetivos e requisitos de um sistema logo no início do projeto, o que deixou de ser uma necessidade de grande parte do mercado. Com pouco espaço para mudanças, o resultado só é visto ao término do desenvolvimento de cada parte da aplicação.

A agilidade também pode ser prejudicada. Em alguns momentos, o trabalho de um time pode ser travado até que outra equipe complete as suas tarefas. Assim, as chances de atrasos são ampliadas.

Em resumo, o desenvolvimento em cascata, também conhecido como sequencial linear, waterfall ou ciclo de vida clássico, é um dos métodos mais antigos para a criação de sistemas. Derivado dos modelos industriais, ele tem como maior foco criar uma rotina de desenvolvimento padronizada e com boa organização, e pode ser implementado em diversos projetos, independentemente do seu porte.

Qual é o melhor momento para utilizar cada metodologia?

A definição de qual modelo de criação de sistemas é o mais adequado para o negócio vai variar conforme o tipo de software que o empreendimento pretende fazer. Portanto, o primeiro passo para definir a escolha ideal é conhecer o perfil da aplicação, de seu usuário e os seus requisitos. Assim, o gestor consegue avaliar a melhor metodologia para o sistema.

Em muitos casos, a metodologia de cascata é escolhida pela sua formalização maior. Quando um time terceirizado é contratado para criar uma aplicação, por exemplo, esse modelo tende a ser o preferido: por dar menos espaço para mudanças e ter um escopo muito claro desde o início, delegar responsabilidades para terceiros torna-se mais seguro.

Já nas metodologias ágeis, as mudanças ocorrem entre cada etapa. É possível adicionar, remover ou modificar funcionalidades entre as fases facilmente graças ao foco na comunicação. Nos casos em que isso for mais importante, um método de desenvolvimento ágil pode ser a melhor escolha.

Em resumo, a principal diferença entre uma metodologia ágil e um método em cascata está na abertura a mudanças. No primeiro caso, elas podem ser feitas no final de cada etapa. Já no desenvolvimento em cascata, as alterações podem ser feitas apenas no final do projeto.

Dessa forma, o modelo em cascata traz mais controle para a empresa. Em alguns casos, isso pode ser fundamental, especialmente quando se está criando uma aplicação que precisa de um grande número de funcionalidades já definidas logo nas etapas iniciais.

Já o desenvolvimento ágil traz mais flexibilidade para a empresa. O foco nas pessoas permite que os times trabalhem com o máximo de produtividade sempre. Porém, os gestores devem estar atentos à necessidade de controlar o orçamento e evitar que atrasos se-tornem frequentes.

Em projetos de grande porte as metodologias podem, inclusive, serem utilizadas lado a lado. O modelo de cascata daria as bases para o gestor definir requisitos de maneira mais abrangente, já os métodos de desenvolvimento ágil criariam o ambiente para que os times possam atuar com agilidade e precisão. Assim, a companhia consegue ter o máximo de performance e atingir as suas metas facilmente.

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