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Geração de valor para as empresas: um panorama sobre a gestão da tecnologia da informação

Equipe Cronapp

25/07/2017

Geração de valor para as empresas: um panorama sobre a gestão da tecnologia da informação

O dilema do investimento em TI já fez parte do cotidiano de gestores, mas, hoje, a dinâmica do mercado tem mostrado que, sem gestão da tecnologia da informação, não há negócio que sobreviva.

Se antes a área tecnológica figurava como um dos centros de custos mais pesados nas organizações, hoje, a mentalidade é de que os recursos direcionados para mantê-la se pagam ao longo do ciclo de vida das soluções implementadas.

Um tom estratégico foi assumido pela TI. Graças a essa nova visão, seu valor tem sido cada vez mais reconhecido e estado cada vez mais presente no modelo mental das lideranças empresariais.

Este post apresenta a nova realidade de empreendimentos de todos os portes e todas as áreas de atuação, destacando que a tecnologia da informação é responsável não só por suportar os negócios, mas também por dotá-los de sucesso e perenidade. Boa leitura!

Por que a TI deve ser vista como ferramenta estratégica?

Os pilares que alicerçam qualquer negócio são processos, pessoas e tecnologia. Não há uma hierarquia entre eles: todos fornecem uma parcela de contribuição para a sustentação da empresa.

Como o assunto aqui é TI, vamos nos ater a ela. E vale uma ressalva: quando falamos em tecnologia, não nos referimos apenas a hardwares, sistemas, conexões e dados. A governança também está incluída nesse pacote, e é ela quem dita os rumos e a melhor aplicação dos recursos tecnológicos investidos em uma organização.

Nesse sentido, a gestão da tecnologia da informação direciona os passos que a empresa deverá seguir para otimizar a TI a ponto de agregar real valor ao negócio.

Especialmente no atual cenário, o redesenho das estratégias empresariais se mostra vital. Não é mais possível conviver com modelos que ignoram a hiperconectividade, o acesso facilitado à informação, a multiplicação de players no mercado e o nível cada vez mais exigente dos consumidores.

Sem a adaptação dos processos, dos fluxos e das entregas, empresas perdem a oportunidade de garantir um espaço nesse novo ambiente mercadológico e têm chances cada vez menores de recuperar a posição que já tiveram um dia.

Assim, investir em tecnologia se mostra uma tática praticamente de guerra, na qual a filosofia “matar ou morrer” faz muito sentido. Mas, nesse contexto, matar não significa eliminar o “inimigo”, mas sim lutar com o mesmo padrão de armas que o concorrente.

Na atual realidade, não cabe mais o pensamento de dominação de nichos. O que é bem mais razoável e oportuno é acreditar que há lugar para todos, que a colaboração entre agentes é produtiva, e que o importante é ter lugar cativo no coração e na mente do público-alvo.

Mas como conseguir isso? Bem, o diferencial certamente fica por conta da experiência oferecida ao cliente. Ela precisa ser positiva, satisfatória, impactante e, se possível, memorável.

De novo: como conseguir isso? Por meio da tecnologia. Claro que os outros alicerces entram nessa história, já que processos precisam ser simplificados e adaptados para fluxos digitais. Além disso, as pessoas devem internalizar, em sua atuação, novos paradigmas de relacionamento com os clientes e de atendimento de suas demandas.

Mas a “cereja do bolo” certamente será a tecnologia, porque é ela que permitirá coletar informações, unir dados, integrar bases, construir relatórios gerenciais, apresentar cenários a serem explorados, navegar em recursos de ponta e trazer inovações para o negócio.

Depois de ler tudo isso, surge mais uma dúvida: por que ainda há descrédito ou incertezas em relação à necessidade de investimento em TI em determinadas empresas?

Realmente, é de se estranhar a permanência desse tipo de indecisão. Por isso, abrimos um tópico para abordar melhor essa questão. Siga a leitura conosco!

Por que a TI ainda não é valorizada?

Por muito tempo, defender a aquisição de equipamentos e a contratação de pessoal especializado para atuar na área de TI foi algo desgastante para gestores.

Isso porque comprar hardware é caro, bem como manter times inteiros dedicados a desenvolver e implementar soluções. E o retorno desse investimento, muitas vezes, não se mostrava positivo.

E não adianta empurrar a culpa para a ignorância, para a falta de visão das áreas ou para administradores que não compreendiam a diferença que a TI faz para o negócio. Vale um mea-culpa aqui, já que as lideranças da área de tecnologia, por muito tempo, pecaram na forma de demonstrar esse valor e na maneira como se relacionavam com outros setores da empresa.

Vamos aos erros que relegaram a TI a um mero centro de custos, que pouco dava retorno ao negócio:

Foi só quando a governança de TI se firmou como disciplina indispensável em uma empresa que esse mindset começou a se alterar. A contribuição mais forte dessa gestão efetiva da tecnologia da informação, certamente, foi a de dar visibilidade para os times de TI sobre as estratégias de negócio, seus anseios, expectativas e reais necessidades.

Por que mostrar o valor da TI?

É fundamental apresentar o valor da tecnologia da informação para a organização como um todo justamente porque, hoje, a realidade é outra, e, aos poucos, isso está sendo assimilado por todo o meio empresarial.

As atuais melhores práticas de mercado definem que a gestão da tecnologia da informação deve direcionar esforços para a otimização de recursos.

E o que isso significa? Significa que a empresa precisa ser dotada de soluções sob medida para sua necessidade, mas a construção disso não precisa ser feita, obrigatoriamente, internamente ou a um custo elevado.

E a saída para esse desafio tem sido a Cloud Computing, modelo que permite que empresas paguem pelo uso de infraestrutura de TI de terceiros e também por softwares disponibilizados por eles em plataformas digitais.

Nessa dinâmica, em vez de bancar uma série de despesas para comportar o desenvolvimento interno de soluções, a empresa transfere algumas responsabilidades para provedores externos e paga por esse serviço.

Então, alguns custos deixam de existir, como:

Para que isso funcione, os processos internos precisam ser revistos de modo que haja uma perfeita integração do que permanecerá sendo conduzido dentro dos limites da empresa com o que passará a ser provido por entes externos.

No fim do mês, a conta é um ajuste entre saídas e entradas. As saídas são os pagamentos feitos pelo consumo de capacidade de armazenamento e processamento, bem como as despesas com o acesso a sistemas para viabilizar a automação de processos empresariais.

As entradas, por sua vez, são todas as economias decorrentes da inexistência das despesas que acabamos de citar e outras que não são financeiras, como agilidade, redução de erros humanos, eliminação de gargalos e melhor experiência aos usuários.

É a partir dessa equação que começa a se tornar viável a demonstração do valor da TI para os negócios. Aliás, esse é o tema do próximo tópico.

Qual o valor da TI para os negócios?

Já falamos muito aqui sobre o potencial de agregação de valor que a TI possui, mas não fomos muito específicos ainda. Então, preparamos uma lista bem prática para explicitar como se materializam os benefícios para os negócios:

Essas são as principais vantagens que as empresas que investem em TI capturam, mas há uma que merece destaque: a capacidade de não deixar o negócio parar! É a tecnologia que provê a continuidade dos negócios, já que, hoje, não há mais como dissociar a TI do negócio.

Se fôssemos resumir qual seria o real valor da TI para um empreendimento, poderíamos dizer que a TI contribui para a diminuição das barreiras que impedem a conquista dos objetivos empresariais. Além disso, ela é responsável por fornecer um caminho otimizado para reduzir a distância entre onde se está e onde se deseja chegar.

A TI é um custo ou um investimento?

Quando uma empresa amplia sua capacidade de produção, ela demanda investimentos. Quando ela está em uma fase de manutenção do que é produzido, ela possui custos.

Os valores direcionados para ativos de TI podem estar nas duas categorias, dependendo do ponto de vista e das atividades em que estão inseridos. Mas, em ambas as situações, os valores empregados em TI agregam valor ao produto ou ao serviço oferecido, o que, por consequência, é refletido no lucro da organização.

O mais importante é que o gestor compreenda que o que sai caro não é ter uma TI robusta, mas sim arcar com os prejuízos de uma gestão da tecnologia da informação fragilizada.

Basta que ele mensure quanto custa ter o negócio impactado pela ausência de um suporte consolidado que só a TI pode oferecer. Alguns questionamentos podem ajudar nessa reflexão.

Esses são exemplos ilustrativos de problemas que uma TI deficiente pode ocasionar. E há também custos intangíveis a serem considerados, como riscos de imagem e insatisfação do cliente, sempre que alguma demanda não é atendida porque o suporte tecnológico do negócio deixa a desejar.

O que fica claro é que a TI precisa ser vista como investimento, mesmo que, obviamente, tenha custos para se manter. A expressão “não existe almoço grátis” cabe bem aqui, mas nada se compara às qualidades de um ente bem nutrido.

É por isso que alocar recursos em TI não deve ser visto como despesa, mas sim como investimento para possibilitar à empresa as melhores condições para alcançar o sucesso.

Como medir o valor da TI?

Se há dúvidas sobre o valor da TI é porque sua medição não é algo óbvio, nem um senso comum. Porém, na gestão de tecnologia da informação, há métodos para se chegar a uma conclusão sobre se está valendo a pena ou não investir em tecnologia.

Em primeiro lugar, é preciso entender que os aficionados por números, estatísticas, planilhas com projeções e indicadores precisam flexibilizar seu modelo mental para chegar a um resultado que indique o retorno sobre investimento em TI, também chamado de ROI.

A TI está imersa em um universo de ganhos intangíveis, que já mencionamos aqui, mas não custa reforçar:

Mas se o objetivo é ter um valor numérico para representar o ROI da TI, é possível, sim, pensar acerca de aspectos tangíveis, como:

A diferença entre o antes (sem automação) e o depois (com as funcionalidades tecnológicas) dessas respostas representará uma economia financeira para a empresa, e esse resultado positivo expressa o retorno do que foi investido em TI.

Além disso, em casos de projetos de TI, é possível dimensionar o tamanho do problema que será resolvido e a quanto essa solução corresponde monetariamente.

Nesses casos mais específicos, é até possível aplicar uma fórmula simples, que demonstra o ganho (ou não) do investimento feito no projeto:

ROI = (ganho obtido – valor do investimento inicial) / valor do investimento inicial

Se a intenção for a de ter um resultado em percentual, basta multiplicar o valor obtido na conta final do ROI por 100. Então, a fórmula ficaria assim:

ROI% = (Return – Custo de investimento / Custo do investimento) x 100

As melhores práticas dizem que o tempo total para o cálculo de ROI em TI pode variar de 3 a 5 anos, a depender do escopo do projeto. O mais comum é que iniciativas em torno de hardware sejam medidas em 3 anos, e as de software sejam acompanhadas por 5 anos ou mais.

É importante dizer que o ROI reforça o potencial de redução de custos da implementação de ações em torno da governança da TI. Vale a pena se debruçar sobre equações e também adaptá-las para a realidade de cada negócio, porque dali certamente sairão bons argumentos para defender a necessidade de investimento em tecnologia como mola propulsora do negócio.

Quando avaliamos os benefícios que a TI agrega, fica claro que ela está a serviço do negócio, sempre. Não há nenhuma ação em torno da modernização tecnológica que resulte em prejuízos ou perdas.

O que pode ocorrer são decisões equivocadas sobre o que adquirir, implementar ou contratar. Mas isso é um problema de gestão e não uma deficiência inerente à TI.

Dar a oportunidade de transformação aos negócios é papel de todo gestor, e os que estão seguindo nessa direção já compreenderam que é preciso abrir uma agenda estratégica para incorporar inovações, melhorar produtos e serviços e oferecer mais valor ao cliente.

Isso é alcançado quando se adere a ferramentas inteligentes, se alocam recursos adequadamente (seja internos ou de terceiros), se aproveita o máximo das potencialidades dos profissionais e equipes, se explora oportunamente as lacunas do mercado.

Tudo isso é facilitado pela TI, que traz instrumentos, oferece infraestrutura, facilita a capacitação de pessoas e demonstra tendências a partir de cenários possíveis para expansão do negócio.

Estabelecer um diálogo amigável entre líderes, colaboradores, processos e tecnologia é a chave para o êxito de todo empreendimento. Nesse grupo de engrenagens, nenhuma é mais importante que a outra, mas está claro que a TI desempenha um papel crucial.

Investir em TI é apostar em qualidade, eficiência, racionalização, agilidade e economia. Esse recado está cada vez mais claro para o mercado e precisa ser assimilado o quanto antes pelos responsáveis pela gestão da tecnologia da informação nas empresas.

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